Aventura em Moçambique

Abril 18 2014

Hoje foi um dia díficil! Hoje é que saí á rua e me deparei com a realidade! Enfrentei algumas dificuldades e tive momentos que desesperei.

Já sabia que isto iria acontecer, faz parte! Moçambique tem o seu encanto mas para quem nunca aqui esteve a diferença é brutal! Em Portugal temos tudo á mão, vamos ao hipermercado e encontramos tudo o que queremos e aqui não. Temos estradas com marcações e aqui não. Temos passadeiras e aqui não. Temos fruta e legumes frescos todos os dias nos hipermercados e aqui nem sempre. Hoje senti-me perdida, confusa, e desesperei. Isto aconteceu-me principalmente quando entrei num supermercado e olhei para os produtos e não reconheci praticamente nada. As marcas, as embalagens, tudo diferente! Os preços, tinha que estar sempre a fazer contas. Vou procurar legumes para a sopa do M. e não encontro praticamente nada. Fruta consegui umas maçãs e um ananás. A carne meteu-me medo. Os queijos, alguns tinham bolor. Os iogurtes, tive que ter em atenção para não comprar os que estavam fora de validade. Comprei meia duzia de coisas e gastei mais de 3.000 meticais (mais de 60€). Verdade que não fui ao Primier (o hipermercado que tem mais variedade) mas simplesmente porque estáva fechado devido ao feriado. Por isso apanhei logo esta dificuldade maior. Mas amanhã já irei ao Premier e espero vir de lá mais animada!

Fomos almoçar a um restaurante e não há cadeirinhas de bebé. "Se quisé, tem esponja" disse a empregada. Pedi para vir a esponja, e o M. sentou-se e lá comeu a sua galinha panada com batatas fritas e sumo de pessego. Eu não resisti a um caril de camarão e o P. comeu uma pizza, que por sinal era o prato mais saboroso dos três.

Em todo o lado há moçambicanos com pequenas bancas nas bermas das estradas a vender de tudo! Mas de tudo mesmo, coisas até impensáveis! Hoje não tirei fotos mas irei tirar para mostrar aqui. E quase todas as lojas, prédios, etc têm seguranças. Ontem á noite, quando íamos a passar de carro, vimos os seguranças praticamente todos a dormir cá fora, á porta das lojas. A policia anda com as suas armas (grandes metralhadoras) á vista, no meio da rua, sem qualquer problema. Por norma, todos os dias somos mandados parar pela polícia. Em qualquer sitio que se estacione o carro pedem dinheiro.

 

Estas são algumas das minhas primeiras impresões. Uma coisa é vermos imagens em fotografias, na televisão, em documentários, na internet ou qualquer outro meio, mas outra coisa bem diferente é viver nesta realidade! Eu posso dizer que tentei ao máximo ler sobre a vida em Moçambique, procurei muita informação nos mais diversos meios e preparei-me da melhor forma que consegui, com o objectivo de me adaptar sem problemas, mas mesmo assim tive o meu momento de choque. Terei que aprender a viver esta forma de vida, tudo leva o seu tempo. Dizem que primeiro estranha-se, depois entranha-se, e penso que é isto que irá acontecer-me.

 

 

publicado por Vandinha às 23:49

Abril 18 2014

Assim que saímos do aeroporto a roupa colou-se ao corpo! Sente-se um vento quente, ouvem-se várias músicas africanas vindas de dentro dos carros, gera-se a confusão de sons dos carros, vêm-se pessoas de várias nacionalidades (africanos, indianos, europeus) e eu por momentos senti-me confusa e perdida! Aparecem logo rapazes moçambicanos, que sem pedirem licença, agarram nas nossas malas e colocam-nas nos carrinhos, levando-os até aos nossos carros, e exigindo de imediato algum dinheiro! A rapidez e ao mesmo tempo a simplicidade deles é tal que não há forma de negar.

Entro no carro e quando começamos a andar desisti de olhar para a estrada, porque tudo era ao contrário! Parece que andamos em contra-mão, além disso aqui as estradas nao têm praticamente marcações, e ninguém respeita ninguém no trânsito! É um autêntico salve-se quem puder! Se já vinha com a cabeça a flutuar da viagem, pior fiquei quando andei de carro.

Estacionamos em frente ao prédio e quando saio do carro para atravessar a estrada olho para a esquerda e depois para a direita e quase que levei com um carro em cima! Olhei ao contrário!

Depois de conseguir descarregar 7 malas e levá-las até a um 30º andar (onde moro!) eis que não há nada em casa para comer e a malta até está com fome! Descemos e vamos embora para o restaurante Madeirense (já falei neste restaurante/bar num post anterior). Confesso que fui porque não queria ser desmancha-prazeres, porque na realidade só queria mesmo uma cama para dormir! Musica alta, um ambiente acolhedor e engraçado, e uns petiscos como bolo do caco, feijoada de leitão, pataniscas de bacalhau, uma carne frita tipica madeirense que não me recordo do nome (sorry, o cansaço não ajudava) e uns cubos de milho fritos, e uns funcionários muito simpáticos!

Gostei mas não consegui aproveitar o melhor daquele momento porque a minha cabeça estáva exactamente como se estivesse ainda dentro do avião (a voar). Até a turbolencia parecia que sentia!!!

Cheguei á cama e finalmente aterrei.

publicado por Vandinha às 23:25

Abril 18 2014

Já tinha referido o meu terrível medo de andar de avião! Mas com 10h40 de voo pela frente (e muitas mais viagens que terei que fazer) fui obrigada a controlar os nervos. Aproveitei esta viagem para testar o meu autocontrole e até não me saí nada mal. A descolagem deixa-me sempre nervosa, mas quando o avião atinge a chamada velocidade de cruzeiro, fico um pouco mais tranquila (ouvi dizer que é a fase mais segura do voo, não sei se é verdade mas quero continuar a acreditar nisso). Até atingir a altitude necessária foi bastante tempo, portanto ainda estive ali uns bons minutos com o coração nas mãos, mas depois fez-se muito bem, tirando a bastante turbolência que apanhámos (posso dizer que passámos pelo menos metade do voo com a obrigação de ir com cintos apertados devido à turbolencia).

Cada vez mais aprecio o profissionalismo da TAP, mas cada vez menos aprecio as refeições a bordo! Uma desgraça... posso dizer que descolámos cerca das 9h30 da manhã e chegámos ás 20h (hora de Lisboa) e foram servidas apenas 2 refeições: almoço e jantar. Não houve pequeno-almoço (portanto não façam como eu que fui em jejum para o avião) nem lanche. Mas claro que para mim o mais importante é mesmo o profissionalismo e a segurança!

Aproveito para deixar um alerta a quem pretende fazer esta ou outra viagem longa com crianças (neste caso, o meu, com menos 21 meses): podem e devem levar comida para as crianças!!! Se o meu sexto sentido não tivesse funcionado o meu filho teria passado fome nesse dia! A comida para crianças é de boião (o meu nunca comeu porque nunca gostou) e a de adultos é um tanto ao quanto esquesita e fraca de sabor. Levem a comida das crianças em recipientes pequenos e estreitos, porque as hospedeiras aquecem em banho maria (demora um pouco) e colocam a agua quente dentro de um recipiente deles que é estreito, portanto, o nosso recipiente tem que caber dentro daquele, caso contrário, nada feito. De resto, são uns queridos para as crianças, pois oferecem uma pequena mochila com lápis de cores, livros, jogos, bonecos, um estojo, e mais umas coisas bem giras para as crianças se entreterem. O M. adorou! Fica uma foto em baixo desta oferta! Depois o avião tem os filmes de desenhos animados para eles tambem, portanto sempre dá para passarem uns minutos (ou horas, depende da criança) sossegados.

Portanto, a viagem até se faz bem, claro que não deixa de ser cansativa, mas pelo menos para mim, foi melhor do que eu estáva á espera!

 

publicado por Vandinha às 22:55

Abril 18 2014
Olá a todos diretamente de Maputo!
Acabei de chegar mas estou muuuuiiiitttooo cansada! A viagem foi longa. Tenho tanto para contar, desde a viagem, os documentos, até á chegada a Moçambique e claro, as primeiras impressões! Mas hoje não consigo mesmo... o descanso chama por mim, é mais forte que eu.
Prometo que venho relatar tudinho logo que possível.
publicado por Vandinha às 00:31

Este blog é dedicado à nossa familia e amigos, que apesar da distância fisica, estão sempre no nosso coração. É uma forma de estarem perto de nós e de seguirem o nosso dia-a-dia nesta grande aventura!
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